Tecoterecoteco e outros Devaneios

29/09/2008

Um Teco de Alegrias!

Os dois sócios-pais-relapsos do Teco sequer se deram conta de que neste mês de Setembro (que já está no Osso!), o Tecoterecoteco completa um ano de existência!

O Teco é mais que um Blog! É um espaço. Onde tudo pode ser dito, lido, entendido, digerido, absorvido e, quiçá, expelido.

O Teco é mais que isso. É um teco de inspiração. Profundidade e Superficialiade na medida certa.

O Teco é o que quiser. Reflete um pouco de nós e ao mesmo tempo ofusca nossas mentes.

E há um ano, damos mais atenção pros devaneios que rolam dentro de nós.

 

Parabéns ao Teco e à Victor & Victor, administradora que segura a onda por aqui!

Mais muitos anos de parceria e muitos devaneios.


Escrito por V & V às 03h13
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25/09/2008

Companhia das Letras

Nada como escrever sem compromisso. Pequenas coisas escritas em pequenos versos:

 

À minha namorada quando sai:

 

Ah, esse bocejo corriqueiro

que aqui deixaste

antes de sair a trabalho

Ah, essa preguiça

herdada de horas no sofá

rendidas aos gracejos

quais tens a finura de fazer

 

À solidão:

 

A solidão é um piano

que ecoa numa casa vazia

no assoalho de madeira

no vazio de uma cadeira

que ninguém senta mais...

 

Aos que interpretam:

 

Lógica

maldita doutrina

como posso pensar

se a lógica organiza meus pensamentos

na ordem que não quero?

Que lógica isso tem?

Maldita.

 

Um grande abraços a todos!

Gnomo


Escrito por V & V às 17h08
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11/09/2008

Ode ao Mar

O Mar de Caimmy
Me faz mais sublime,
Sinto a Maresia,
Penso diferente,
Vivo sinestesia...

O Mar de Yemanjá,
Me faz mais amar,
Traz cores à vida,
Com as ondas do céu,
E as nuvens do mar...

O Mar de Jobim,
Me faz mais romântico,
É parte de mim,
Sou onda a quebrar,
Sou água do Atlântico.

O Mar de areia,
Me faz da sereia,
Traz conchas alheias,
Quebradas na força,
Das águas cantar.

O Mar do Planeta,
Me faz mais feliz,
Me sinto humano,
Renego meus planos,
Só pra admirar-te,
Inspiras minha arte...

E então,
Atlanticamente e Pacificamente,
Nas correntes e das marés,

Me fazem um pouco mais eu...

Victor G.


Escrito por V & V às 01h39
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Santa Chuva

Algumas coisas são visivelmente mal planejadas. Um exemplo muito claro é a agência do Banco do Brasil aqui em Porto Primavera. Ela não tem dimensões extratosféricas, mas sua existência é de suma importância para os habitantes tanto do distrito como das propriedades rurais em seu entorno, além de Rosana, é claro.

O que acontece é que, nos últimos dias, seus caixas de auto-atendimento tem ficado sem dinheiro. Durante o útimo fim de semana (do dia 5/09 ao dia 7/09) ficamos a ver navios. A cidade possui uma estrutura boa, porém modesta e, boa parte dos estabelecimentos (inclusive restaurantes) não aceitam cartões de crédito e débito. Como possuo um espírito paulistano, não me sinto à vontade guardando dinheiro em casa e nem andando com um montante significante pelas ruas. Tiro aos poucos, conforme demanda a necessidade. Viver economicamente desta forma tem se tornado um erro por aqui. Na semana em que estamos, além do domingo, o banco ficou sem notas segunda, terça, quarta... Na quarta porém, passei por uma situação desnecessária, que se sucedeu da seguite forma:

Cheguei ao banco e encontrei, no auto-atendimento (que conta com 5 caixas, sendo apenas 3 para saques), uma fila pequena, a qual entrei em 3º. Percebi uma leve movimentação em sua ponta e reconheci Gabriel com dificuldades pois o caixa havia travado enquanto utilizava do serviço de saque. A funcionária do banco, observando o problema, se prontificou a ajudar-nos. Após uns 20 minutos, recarregou o caixa. Gabriel sacou e saiu. A máquina voltou a quebrar assim que o segundo da fila decidiu sacar, o problema se repetiu. A funcionária decide abastecer a mesma máquina. Nesse momento, eu pensei comigo "Por que será que ela insiste em abastecer a mesma máquina já quebrada?"(visto que haviam três possíveis para saques). Olho para trás e constato um engordo na fila e um engodo do banco comigo. A máquina, novamente quebrou. Nisso, contamos mais 20 minutos, já são 40. Espero aflito por uma solução. O ar condicionado não funciona, o pessoal da fila começa a reclamar alto, o pessoal que está dentro da agência (o expediente pós-atendimento, das 15h as 18hs) nos olha a meio fio, desviando, de vez enquando, a mira do computador, para a nossa fila, a nossa desgraça. Após duas tentativas, 40 minutos de espera, a funcionária do banco se dá por vencida e diz: "Vou abastecer essa maquina aqui do lado, vocês vão usando ela enquanto consertamos essa aqui.". Pára tudo!!! Ela sabia que a máquina ao lado funcionava, podia ser utilizada, mas mesmo assim nos deixou esperando no abafo daquele lugar pela simples vaidade de usar a máquina que ELA achou deveria ser usada?!!!! Indignação, frustração, parecia que o desenho da palavra "trouxa" estava estampado na minha cara como uma tatuagem, ou melhor, na nossa cara (os outros membros da fila indignaram-se também).

A outra máquinha fucionou. A fila, que a esta altura era uma minhoca com dobras, começou a andar. Consegui pagar o aluguel antes do vencimento. A ansiedade foi vencida.

Faltou uma chuva para brindar essa vitória.

Santa Chuva...

 

Um grande Abraço a todos!!

Gnomo

 


Escrito por V & V às 01h17
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03/09/2008

Contraditoriamente

Aquela grandeza de sentimentos...
Deixa as palavras mais evidentes,
os pensamentos intermitentes,
o sangue segue em sua corrente,
os olhos negros mais descontentes,
pra natureza é a semente,
sendo a dúvida inconseqüente,
o futuro, passado e presente,
um coração mais imprudente,

O arrepio convalescente,
o acordar mais sorridente,
que da paixão toda desmente,
de solidão fica doente,
sem duvidar absolutamente,
que é de amor que se faz...
estes versos já são dementes,
sem sentido e nem ter paz,
Uma história que ficou pra traz,
Só existiu no poder da mente.

A inspiração foi grande...a verbalização foi tosca.

Victor G.


Escrito por V & V às 00h47
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25/08/2008

Bom dia caros tequeiros...

Nos últimos tempos, minhas leituras vêm, em parte, sendo orientadas por um grande amigo meu (Thiago), que já foi protagonista de outra paródia escrita aqui mesmo no teco. Uma das orientações dele foi os contos de Voltaire. Quando acabei de ler o conto "Zadig ou o Destino", duas coisas me pregaram em devaneios. Uma é: "como Zadig consegue ser tão virtuoso e paciente?". A outra é: "Será que meu amigo não gosta de mim?". Esse conto é uma das maiores (e melhores) doenças que eu já li, capaz de embriagar quem lê sem ao menos oferecer-lhe uma bebida. Às vezes o melhor bem que se faz, é o mal. O poema a seguir não é fruto apenas do conto, mas de uma série de discussões acerca dele (um brinde às nossas infindáveis discussões e a certeza de que se nosso parceiro de teco estivesse conosco nelas, a riqueza produzida cresceria aos expoentes).

Desagradáveis elementos

 

Qual não é o homem vassalo da própria dor?

Que lança impropérios ao relento

quando  aquela lhe que cora o semblante

com o mais terno elogio

apaga o âmago do amor

com o desengano da traição

 

Qual não é o homem escravo da própria penúria?

Nutrindo de sofrimento o coração mais aprazerado

quando aqueles que mais lhe são

deixam-se esvair em pensamentos

saciam a fome de (D)deus,

as dignas forças invisíveis

 

Qual não é o homem servo do próprio ódio?

Alimentando de cólera

o tempo que corre acerca de si

quando os prazeres da vida

lhes são sucumbidos

encarcerados no mundo das idéias

por desgraça do destino, do indigesto

 

Qual não é o homem que não se derrete em prantos?

Quando percebe à sua volta

o espelho de sua alma,

o auto-retrato de seus sentidos,

o recesso de esperanças,

o fim em si mesmo.

 

 

Victor Callil

 

 

 

Um grande abraço a todos!

 

Gnomo

 


Escrito por V & V às 11h11
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24/08/2008

As coisas simples da vida...

Estive hoje em uma longa viagem curta. Nestes momentos que o tempo demora mais para passar do que gostaríamos, mas não menos que o necessário. Percorrendo caminhos. Em um dado momento da minha viagem, sucederam-se duas coisas quase seguidamente que me marcaram muito. E me marcaram não pela extrema importância ou relevância num contexto maior, que é a vida. Mas justamente por isso chamaram minha atenção.

O primeiro que aconteceu foi uma garota que estava sentada em um assento na minha diagonal (à frente). Com isto, eu só conseguia ver suas mãos. Aquelas mãos, bonitas, com unhas vermelhas e fortes, abriram a bolsa. Percorreram caminhos como que certas do que procuravam e, finalmente, encontraram. Retirou um pacote de bolachas de Leite, já pela metade, fechado milimetricamente com um pedaço de fita adesiva. Abriu, pegou uma ou duas, provavelmente levou à boca que eu não via. E com tamanha precisão, fechou novamente o pacote, utilizando a mesma fita, ficando agora menor pela ausência das outras bolachas que já haviam cumprido sua função. Voltou calmamente o pacote à bolsa não se importando muito com a alocação num espaço especial. Fechou o zíper de súbito, e repousou sobre as pernas cruzadas.


Logo em seguida, fitei a janela do ônibus. O sol já havia se posto há pouco, mas a sua luz ainda se fazia cada vez menos presente. Há muito tempo não imaginava desenhos em nuvens, desde criança. Contudo, a evidente forma de helicoptero me fez voltar à infância, e sentir um pouco o gosto de quando mirava-as na companhia de minha avó, sempre muito imaginativa. Engoli a seco. Lembrei de que minha vó não estava mais lá, eu não era mais uma criança e nesse instante as responsabilidades pesaram mais forte em minhas costas. Meu pensamento foi interrompido por uma outra nuvem, mais à frente, que formava um javali, mas não tão bem estruturado, devido à pouca luz do sol que, como disse, minguava, dando lugar à lua crescente.
Aquelas mãos, aquelas nuvens, aquela música que tocava no momento. Tudo aquilo ficou imortalizado na grandeza de meus pensamentos efêmeros. Me fez lembrar de como a vida, em si, é efêmera.
E por isto saem estas frases. Para lembrar da importância de um momento qualquer de minha vida.
Terminada a viagem, não quis olhar no rosto da mulher dona das mãos.

Victor G.


Escrito por V & V às 22h54
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22/08/2008

Novidade na Área!

A todos os leitores do Teco, e meu querido sócio, comunico que também tenho um outro Blog.

Não abandonarei o Teco, jamais. Não preocupem-se. É uma idéia paralela. Deu vontade de fazê-lo vendo uns outros Blogs muito divertidos.

Não tem pretensões. Alías esta é a idéia. Não quero nada com aquele Blog (que se chama Blasfêmias Cotidianas). Quero falar as besteiras que me passam pela cabeça (quando digo besteiras, refiro-me a besteiras mesmo).

O Teco é um misto de sentimentos pra mim. Não cabe aqui falar tanta merda. Aqui é meu espaço pra ser mais inteligente. Lá eu sou mais espontâneo (entende a diferença?).

Bom, segue abaixo o Link para quem quiser conhecer.

www.blasfemiacotidiana.blogspot.com

Abraços

Victor Gouvêa


Escrito por V & V às 11h21
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20/08/2008

O Mistério do Samba

Hoje venho mais para contar uma história do que verdadeiramente escrever de minhas palavras.

Ontem, 19/08, uma terça-feira de fim de inverno na capital Paulista, depois de uma verdadeira epopéia temporal e monetária, consegui uma vaga na Pré-Estréia do Filme (os diretores não gostam que chame de doumentário, justamente por ter mais cara de um filme...só que da vida real) "O Mistério do Samba", sobre a Velha Guarda da Portela, com direção de Lula Buarque de Holanda e Carolina Jabour e produção e roteiro de Marisa Monte. Dizer que o filme é sobre a Velha Guarda da Portela é ser muito minimalista e generalista. É muito mais que isso. É sobre emoção, criatividade, poesia, companheirismo, admiração, história, paixão, e muito mais.

Na foto: Marisa Monte, Monarco, Casquinha, Tia Surica e Zeca Pagodinho na Portelinha em trecho do filme.

O filme superou minhas expectativas - que não eram pequenas. Nele você se lembra porque se arrepia quando ouve o hino nacional, e porque, apesar de tudo, ainda bate no peito e diz: Eu sou brasileiro. Porque é lindo ser conterrâneo destes poetas, e ter capacidade de reconhecer um pouco da sua identidade naquelas histórias de vida, naquelas músicas maravilhosas e em tantas outras nuances. Achei que fosse chorar rios (não que não tenha chorado em alguns momentos), mas também ri bastante. São pessoas extremamente carismáticas e divertidas, apesar de tão sofridas.

Como disse Marisa Monte no bate-papo depois, não se quer descobrir o mistério do samba, mas tentar mostrar pra todo mundo que ele é misteriosamente lindo, ou porque misteriosamente ninguém se preocupa em preservar a memória, dentre tantos outros mistérios. E estes mistérios, cada um vai ter que descobrir assistindo ao filme, que entrará em cartaz dia 29/08 em circuito nacional.

Na foto: Meu suado ingresso.

Fica a dica: NÃO PERCAM.

Sai daquela sala com um sentimento de esperança.

Victor G.


Escrito por V & V às 10h08
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19/08/2008

Preta, Preta, Pretinha!

Descontando o fato que eu amo os Novos Baianos, vamos combinar que a capacidade interlocutiva para designar nomes a filhos não é um dom nato de Baby do Brasil (que por sua vez já se chama Bernadete Dinorah, provando a origem antiga deste gene)  e Pepeu Gomes.

Que o digam Sara Sheeva, Nana Shara (que se chamava Riroca Baby, mas sentiu-se constrangida pela estranheza do nome e mudou para Nana Shara), Zabelê, Kriptus Rá, Krishna Baby e Pedro Baby! Tudo bem, Pedro Baby ficou no meio fio entre a loucura e a sanidade mental. Enfim, é de deixar qualquer Marisa Monte com uma inveja danada!

Por isto criaram um divertidíssimo "Gerador de nomes de Filhos da Baby Consuelo". É simples: Você põe o seu nome, seu sexo, e o site te leva a uma atmosfera superior de compreensão denominativa.

O Link? Segue aí.

http://rumandmonkey.com/widgets/toys/namegen/11276/

Abraços...

Encantado Jaguá
(ou Victor Gouvêa...como Krishna queira!)


Escrito por V & V às 09h50
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12/08/2008

Coletivo de vereador é?

Após longo período longe, volto a Primavera. Volto num momento propício. Propício a sair correndo daqui. Volto à minha casa (sustento da idéia de que aqui seja minha residencia, mesmo não sendo a original) em época de eleição. Nunca tinha pegado um período de eleição para prefeito e vereadores e me espanto ao ver a quantidade de pessoas que são canditadas a algum desses cargos. A cidade tem menos de 25 mil habitantes, segundo o ultimo censo. Eu consegui identificar mais de quatro ou cinco candidatos a prefeito. Bom, vereador vem em coletivo (aliás, alguém sabe o coletivo de verador?), mas tudo bem, isso nada mais é do que a democracia em prática, ou pelo menos, a tentativa dela. O que me assusta de fato é a vontade desse pessoal entrar na política do município. Na realidade, eu não conheço nenhum candidato, mas já os vi por aí a pedir votos. Tem um episódio interessante. Há pouco tempo foi desmascarado um esquema de corrupção que desviava a verba remetida pela CESP ao município através de licitações ilegais. De doze vereadores existentes na câmara municipal, 11 foram presos. Ótimo! Mostraram-nos então que menos de 10% era honesto de fato. Hoje, esse vereador que não foi preso anda por aí com seu carro, que no vidro traseiro tráz a inscrição "de 12, apenas 1. Companheiro é companheiro.". Será que ele pensa que eu sou burro? Ou que os moradores da cidade são idiotas. Ele pode até ser honesto (e não duvido que de fato seja), mas isso não é uma carcterística que devia ser implícita a um político? Será que ele acredita que a honestidade dele foi comprovada com o fato de ele não ter sido cass(ç)ado? Pô, eu nunca vi um político dizer "Vote em mim, vou te roubar, seu idiota". Sendo assim, o que diferencia ele dos outros? Sinceramente, nada. Todos são honestos, inclusive aqueles 11 que foram presos.

Outra coisa que me está entalada na garganta é esse papo que não posso reclamar de um político ou um ato político pelo fato de eu ter votado nele ou anulado meu voto. Eu concordo que votar por obrigação seja algo que fere um pouco com os próprios princípios da democracia, mas tudo bem, é um jeito de forçar as pessoas à exercerem a cidadania (e também fazer com que o Brasil seja um modelo de democracia lá fora (?)). E acredito que, já que somos obrigados a votar, votemos ou anulemos nosso voto consciente do que estamos fazendo, agora, pera lá! Ouvir que não podemos reclamar depois é sacanagem! Independente de quem esteja lá em cima, os impostos são cobrados e pagos em dia. O pão, o leite, o chocolate, o arroz, o feijão a pqp já tem todas as suas taxas embutidas no preço de venda. Isso sem falar nos impostos crus como IPTU, imposto de renda e etc. Quer dizer então que tenho que votar num candidato medíocre que eu sei que vai perder para poder reclamar depois? Senão, não posso me dar ao direito de expressar minha injúria pelo que se apresenta? Ah não, essa não. Independente em quem eu vote (ou não) nessa eleição, se eu me descontentar com alguma coisa depois, vou reclamar. E que venham os profetizadores bacanas me dizerem que não posso reclamar, aí o negócio vai feder...

 

Um grande abraço a todos

 

Gnomo


Escrito por V & V às 22h44
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08/08/2008

Sobre o sentimento

Às vezes queria não ter sentimento...

Olhar despreocupado pelos passantes na rua,

E então por nenhum instante,

Pensar em nossos momentos,

Lembrar que minha vida é sua...

Vagar por aí feito um errante.

 

Queria poder nada sentir,

Porque tudo isso é tão complicado!

Dá um trabalho danado,

E vem por muitas vezes ferir,

Quando só queremos um pouco de paz,

Não sonhar nunca mais,

Os sonhos que já são do passado.

 

E para sentir o que é o certo,

Aquilo que todo mundo quer ver,

Para isso nós temos que ser,

Sozinhos perante um grande deserto,

Estar vivo de peito aberto,

E assistir a mente se corroer.

 

Por isto não quero mais sentir,

Vou vivendo assim como posso,

Sem borracha eu esboço,

Desafio meu eu a se afligir,

Rezo um angustiado Pai Nosso,

e nego tudo que disse antes.

Porque a palavra não acalma o coração,

Só justifica o nosso existir.

 

Victor Gouvêa


Escrito por V & V às 16h44
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04/08/2008

Lacraia a longo prazo

Temos (falo em terceira pessoa para tirar um pouco o peso das costas) um costume, pode-se dizer até uma mania, de racionalizar o irracionalizável. Discutir o indiscutível.

Em uma discussão sobre "A quais pontos o ser humano chega para ganhar dinheiro", encontramos um ponto final. Digamos que seja o fundo do poço. Aquela atitude que deixa qualquer bandido revoltado. Pra se pôr comida na mesa, tomam-se atitudes indignas, e até violando o direito do ser humano - não o que faz a ação, mas aquele que, infelizmente, é confrangido a "apreciá-la".

Sim, caros leitores, existe alguém que compete bem esta posição. Adquirida com o suor da ridicularidade. A quem se lembra, estou falando da Lacraia, dançarina (o) andrógena (o), de feições pouco convidativas, um corpo esguio suficiente para merecer um apelido tão repugnante quanto ela (ele...enfim), e muita...muita disposição psicofísico-social para rebolar desembestadamente ao som de músicas não menos repulsivas. A curto prazo, analisando a situação de fora, descontando a chamada vergonha alheia, ela se deu bem. Por alguns poucos minutos de chilique, ganhou mais dinehiro no final do mês do que eu, provavelmente você, e muita gente que acorda às 5 da matina, pega um trânsito infernal e sua a camisa o dia todo.

Portanto devo analisar a longo prazo esta situação, pois se limitar minha análise apenas ao primeiro período de tempo, em breve estarei pondo em prática grande parte das travessuras realizadas por Michael Douglas em "Um dia de fúria". Então, a Lacraia, a longo prazo, deve se fuder. Lei natural da vida, e da gravidade. Ninguém que não tenha nada a ofercer consegue se manter na mídia, porque sempre tem uma Lacraia pra substituir...por nada, mais uma vez. Contando que há tempos não ouço e nem vejo (Entendam: não estou reclamando disto!) nada sobre a referida, acredito que agora este ser humano, que se expôs ao cúmulo do ridículo pra comprar um apêzinho na zona sul do Rio, deve estar batendo nas portas fechadas das emissoras que outrora lhe deram aconchego, na tentativa de pagar o condomínio atrasado.

E então eu me pergunto: de que valeu tudo aquilo? Lacraia se sente mais Josimar dos Santos* (*nome fictício), porque andando na rua as pessoas apontam para ela e reconhecem por...nada? Onde está o problema com o trabalho? Sim, Josimar não queria se render a carregar compras de madame. Ele também nem sonhava em trabalhar em uma obra de auxiliar de pedreiro, e continuar morando no Morro. Josimar nasceu pra mais! Nasceu pra brilhar! Nasceu pra dançar, encantar famílias, ser modelo para crianças que, como ele, não tiveram oportunidade na vida. Josimar Lacraia dos Santos é um herói do Brasil.

É uma pena que ainda vivamos em um país onde as pessoas tem que se sujeitar a situações inúmeras para se virar.

Victor Gouvêa


Escrito por V & V às 12h46
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31/07/2008

Verdade Ridicularizante

O texto é longo, mas divertido....Abraços...Victor

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim, Câmara Cascudo, saca?) que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.

Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz...

Antonio Prata


Escrito por V & V às 11h36
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25/07/2008

Boa noite!

Como é de conhecimento de alguns, estou a estagiar em um hotel de Maringá chamado Deville. O tal é parte de uma rede de hotéis presente nos estados do sul do país. Durante o dia tomo algumas anotações, eis que surgem alguns versos. Aqui vai:

Sem Título

Numa eterna revisão

inúmeros sim

insalubres não

pedimos permissão

 

À coragem de se entregar

já desisti de simpatizar

entre olhares e olhares

Monótonos, enfadonhos, piegas

a desconfiar

 

Não, não se trata de falta de fé

nem da doutrina

nem da resina

e de nenhuma outra máscara

 

Trata-se do ar

é esse ar que é intragável...

 

Novos Elementos

 

À nossa mistura

tudo se cura

na doença e na pobreza

tudo se cura

na cama os lençóis denunciam

nossos travesseiiros nos vigiam

silenciosamente

e essa brisa matutina que nos alivia

sugerindo bom dia

é só mais uma no dia a dia

nessa polida vida

esperamos sorrisos mútuos

as silhuetas dos nossos sentidos

precisam descansar

 

Depois do almoço (antes de ter o que ler)

 

E quando a luz bate no concreto

ele aquece

mas se esquece

da vida que pulsa do lado de cá

No ar, em paz, bufos de solidão

A gravata no pescoço

e o esforço

parece ser em vão.

As pessoas não se olham nos olhos

e o sol lá de fora

é mera nuvem passageira,

um dia que não passou.

O mar está muito longe daqui...

 

Martelo

Experiência

Exprimento da ciência

Mérito da inteligência

Opaca transparência

de minutos de vivência

ou observação da essência

mas ainda assim

é possível fazer amizades...

 

Gnomo

 

Um grande abraço a todos!!!

 

Gnomo

 


Escrito por V & V às 18h35
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23/07/2008

Construção Individual

Verso,

Prosa bonita,

Muitas vezes erro,

E ninguém me acredita:

Tudo aquilo que mais quero,

Do fundo de minha alma espero,

É sonhar com a tal alegria infinita,

Acordar ao lado de uns olhos lindos, eternos...

Mas ainda aquele humano que se excita,

E pensa em um mundo moderno,

Mas vê apenas alma restrita,

Presa no seu inferno,

Sabe e premedita

O eterno.

Hesita.

 

Victor Gouvêa

 

 

 


Escrito por V & V às 17h10
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Inocência

Faz um tempo que não sou mais um menino...

Me acostumei a ser grande e responsável,

Aprendi a viver no mundo de desatinos,

Sou o grande senhor de meu destino.

E já cometo um erro imperdoável.

 

A inocência do que é ser criança,

Jamais deve ser esquecida em si!

Cair na roda, entrar na dança,

Acreditar no mundo de novo...

É tornar-se para sempre um guri.

 

O que te toca e faz feliz?

Um simples olhar atento?

Uma joaninha na ponta do nariz?

Pintar o sete no apartamento!

Correr no campo de trigo...

Guardar na cabeça o bom momento,

Escapar da bronca por um triz...

 

Louvemos a simplicidade da vida!

Lembremos de toda aquela sinceridade,

Porque no fundo deste baú do pirata...

Descobriremos o que é a felicidade.

 

Victor G.


Escrito por V & V às 14h51
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14/07/2008

O som, a música, o tom

Boa noite caros leitores e leitoras do Teco, inicialmente, me desculpem pelo tamanho do texto a seguir. O assunto de hoje é o som, na verdade, a música. Não, não é sobre as correntes musicais, suas raizes e tudo mais. Este é um assunto a se tratar, mas ainda não é a ele que me refiro. As palavras a seguir referem-se não à música em si, mas aos instrumentos utilizados para a sua reprodução.

O primeiro aparelho eletrônico popular para se ouvir música, sem contar o rádio, é a boa e nostálgica vitrola (ignoremos as vitas cassete, elas nunca pegaram de fato). Essa da foto acima que, por conta do mercado e do exaustivo trabalho de marqueteiros e gênios da engenharia do som, tomou outras formas, proporções e acessórios antes de evoluir para o cd. Sabemos que nada muda do dia para noite. Antes de chegar no ridículo mp3 (assim o chamo pelo seu tamanho e não pela sua função), a vitrola teve muita camisa para suar. Ela, depois de modificar a si mesma várias vezes, conseguiu reduzir de tamanho, virar um cd e, com isso, digitalizar o som, melhorar a nitidez do som de cada instrumento gravado e, como não poderia ser diferente, facilitar a pirataria (mas esse também não é o foco de nossa discussão). O progresso do cd era incerto e a pirataria ganhava mercado sem parar. Vieram algumas invenções para tentar frear esse processo, como exemplo, o MD. Um aparelinho que precisava de uma espécie de disquete que tinha capacidade de armazenar uma quantidade de músicas relativamente razoáveis. Mas não deu certo.

Eis que então, quando todos se acostumavam com o cd e com o fato de ele ser facilmente copiável e pirateado, surge o MP3. O arquivo é capaz de reduzir o tamanho original de uma música em proporções ridículas. Um cd que guardava no máximo 20 e poucas músicas, ou 80 minutos de gravação, passou a abrigar cerca de 120 músicas. Isso sem contar com a baixa de preço do cd e do dvd (que tem uma capacidade muito maior e capaz de guardar facilmente mais de 400 ou 500 músicas). Pra melhorar mais ainda inventam-se tocadores de MP3, que tem o tamanho de um chaveiro e um peso ridículo, porém uma capacidade de armazenamento enorme. Ótimo. Embutiram tocadores de MP3 nos celulares. Maravilha. Ninguem mais compra cd, todos baixam a maioria de suas músicas da internet. O que era uma vitrola gigante virou um aparelho insignificante. A idústria de fato pode ser genial quando analizada sobre pontos de vista extremistas.

Estudo de Caso: minha faculdade localiza-se em Rosana (extremo oeste paulista), mais espcificamente no distrito de Primavera. Consegui, durante as férias de julho, um estágio em Maringá, no Paraná. Apesar de serem estados diferentes, a distância que separa as duas cidades não ultrapassaos 200 quilômetros. Essa distância porém, não é percorrida pela empresa Expresso Maringá (resposável por este transporte) em menos de 5 horas. Relevemos o fato de o ônibus ter um certo cheiro de urina decorrente de sua jornada que começou em Campo Grande. Porém algo não pode passar em branco. Tudo bem, a viagem não é fácil, o cheiro de mijo é foda e o fato de o ônibus parar toda vez que a vaca balança o rabo também não coopera, mas conseguimos até tirar de letra. Mas uma coisa não é justo. Na última aventura que me arrisquei neste "barco" quase entrei em parafuso. Sentei-me, tirei minha revista da pasta que comprei para carregar alguns documentos sem amassa-los ou dobra-los. Estava cansado, de saco cheio e sem muito bom humor, mas preparado para os triviais desconfortos da nosso querido Expresso Maringá. Ao começar a ler as primeiras páginas, ouvi, ainda como pano de fundo, uma música (ruim), de rap norte-americano. Imaginei que tratasse de algum carro na estrada ou coisa parecida, mas não, o demônio estava no banco de trás, e ganhava força com o andar da carruagem. A medida que o ônibus acelerava, a maldita mulher que segurava sorridente seu celular, aumentava o volume da música. A música, para variar, tratava-se da importância de se ficar rico e fazer sexo com o maior número de mulheres possíveis. Pode parecer preconceito, mas eu tenho quase certeza que a pessoa que a escutava não estava entendendo num 0,5% do que se dizia (e confesso que, mesmo explicando o sentido da música, eu não estava entendendo mais do que uns 5 ou 6%). O fato não é esse. O fato é que o indivíduo o qual me causava tanto desgosto se armava de um sorriso largo e de um celular com alto-falante, com um expressão na face como quem diz "Ei! Vamos lá! Vamos curtir um som!". Porra!!! Que merda!!! A gente passou pela vitrola, pelo cacete, pelo cd, pelo md, pra chegar nisso??? No meu mau olhado, minha cara de poucos amigos, tentei deixar o mais claro possível o meu ódio pela música e pela pessoa que a reproduzia, mas de nada adiantou. Ela não perccebeu. Não apenas não deu bola para a minha revolta e desespero, mas ainda fez questão de tirar seus calçados. Sim... ela tinha um chulé @#$%...

Voltamos ao tempo da vitrola, e não só com os celulares de alto-falante, mas com os carros com sons potentes e os notebooks espalhados por aí que fazem seus barulhos a torto e a direito.

Eu preferia os tempos do fone de ouvido... ah, aquilo sim é que era vida...

Um grande abraço a todos!!

 

Gnomo 


Escrito por V & V às 21h09
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10/07/2008

La raison...

Au desert, tu est mon verre d'eau,
Tu est trés necessaire pour mon respirer,
Dans mon royaume, est le grand chatêau...
Et je ne rapelle plus q'est-ce que est aimer,
Tu vais m'enseigner tout que j'ai oublié.
Tu est mon cadeau,
Est la cérise de mon gatêau.

La lumiére dans me soirs,
Le bonheur d'un jour à la mer,
Pour t'avoir, je ne sais plus que faire!
Tu est la chanson plus belle,
Ta vie est une part de mon coeur,
Je ne peux plus rester tout seul...

Tu est mon aire, mon ciel, ma mer,
Tu est la plus grand chose de ma vie,
Jusqu'a le jour que Dieu permettre...
Est la raison pour ouvrir mes yeux,
Tu est le porquoi de ma fête.

Tu est mon soleil et ma lune,
L'Univers dans mes pensées...
Tu est le feu que allume,
É minha razão de viver.

Victor G.

Desculpem os erros gramaticais. É a falta da prática...


Escrito por V & V às 21h58
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XXI

Me pego numa manhã, já abalado pelo cedo do despertador, enfurecido com o fio do fone de ouvido do Mp3: emaranhado em um grau indesmaranhável. Respiro fundo. Concentro minhas forças naquele objeto do meu dia-a-dia. Saio atrasado.  20 para as 9, marcado no relógio do elevador, sempre um pouco adiantado.

Térreo. Abre a porta. Fecha a porta. Abre a porta. Fecha a porta. Abre a porta, elevador de novo. Esqueci o celular. E ele vai mais devagar, parece não se importar. Entro em casa. Onde está? Ligo a ele. No sofá. Bem no meio das poltronas. Refúgio nato de controles remotos. Controlo remotamente meu corpo em direção ao elevador. Sem pensar.

Que desce. Cumpre sua função. Abre porta. Fecha porta. Abre porta. Fecha torta. Voltar para fechar direito. Fecha porta.

Ando rápido. Se faz nítido meu atraso.

Perdi meu tempo com coisas que deveriam me ajudar a ganhá-lo. Preocupações modernas já são um desvario. O celular já assume sua importância dispensável. O fio do Mp3 vai distrair, preenchendo as lacunas de tempo entre um lugar e outro na metrópole. Mas provoca o ódio às 8 horas da manhã.

A tecnologia vem me tomar. Leva pela mão. Quando vejo já sou parte dela. É grave meu estado de recíproca dominação.

Hoje já não posso mais ignorar o espaço que a modernidade vem tomar. Ninguém mais sobrevive sem...o que a humanidade está começando a se utilizar agora.

5 portas me separam da rua em meu apartamento. 5 minutos foram perdidos em razão dos Jetsons.

Nada influenciou nada. Tudo permanceu igual nos 5 continentes. Apenas meu celular se esqueceu de mim.

Victor G.


Escrito por V & V às 11h53
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08/07/2008

O Silêncio

Boa noite leitores (ou bom dia ou, até mesmo, boa tarde). Já divagamos aqui sobre o pensamento, o preconceito, o lixo, a solidão e tantos outros assuntos. É a vez do silêncio. Para alguns, o dito cujo é quase sinônimo de solidão, já para outros tem um sereno gosto de meditação e, para certos loucos, a essência da falta de sons (cantados, falados, ruidos e etc) é rotulada de omissão. Tudo bem, "loucos" não foi um adjetivo feliz, talvez um pouco arrogante, mas de certo ingênuos ou inocentes cairia muito melhor.

O silêncio pode até ser encarado como omissão, mas é preciso ter muita cautela se assim insistir em denominá-lo, caso contrário, poderá estar cavando a própria sepultura de terno, gravata e algodão nos orifícios. O silêncio é a palavra do sábio e este, ao silenciar-se ante a multidão, não se cala nas entrelinhas, nem se fecha às discussões da vida. O palanque não é necessário. O dia a dia já nos dá o espaço das palavras todos os dias, e, mesmo assim, as usamos a torto e a direito pelo ócio do pensamento e pelo vazio do coração, e para piorar, temos a indignidade de chamar o silêncio de omissão. Aqui vai um devaneio e, em seguida, o meu silêncio, alguém vai se importar.

 

O silêncio que ninguém ouviu

O silêncio

é a melhor palavra

quando antes de dita

pensada

O silêncio

é a resposta dos pacientes

dos que se vingam com o destino

dos que sabem perdoar

O silêncio é poderoso.

Por dentro,

nada importa muito

 

 

Um grande abraço a todos!

Gnomo


Escrito por V & V às 20h28
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02/07/2008

Dinamite

Um dia desses, zapeando inocentemente pela televisão, o canal de notícias da Globosat, o GloboNews, noticiava um movimento popular grande.

O volume estava baixo, mas mesmo assim me surpreendi com a quantidade de pessoas que gritavam e protestavam com uma fúria jamais vista no Brasil. Ajeitei-me no sofá velho da minha casa, com uma confessa ansiedade em saber qual era a razão de tão feroz manifestação, que aparentemente tinha um viés popular intenso.

Logo imaginei que a Globo deveria estar noticiando a manifestação para, como sempre, depreciar e ridicularizar o ato popular. Mas não! Aumentando gradativamente o volume, as primeiras palavras que ouvi do reporter foram: "(...) a história mostra a razão desta revolta toda".

Algo estava errado. Aqueles poucos segundos me diziam que não era possível estar acontecendo aquilo que meus olhos e ouvidos testemunhavam. Ou o redator da Globo enlouqueceu, ou então...ah...sim...a segunda opção.

Continuou o reporter: "Eurico Miranda foi o presidente do Vasco por mais de 40 anos, e hoje, devido à pressão dos torcedores e também da dirigência, foi substituído pelo ex-jogador do clube, Roberto Dinamite." Sim, esta era a razão da fúria popular: A subsituição do presidente do clube. Vital, claro, para os rumos sociais, políticos, econômicos de nossa Nação. Quando digo popular, me refiro às milhares de pessoas que aglomeravam-se em frente à sede do Vasco no Rio de Janeiro, e quando digo fúria, refiro-me aos ânimos exaltados, contando com gritos de insulto e também a distribuição de cravos, uma pobre alusão à Revolução dos Cravos, ocorrida em Portugal, contra o regime ditatorial.

Não sei porque me surpreendi. Talvez seja aquele resto de esperança que guardo em meu peito, que de repente aflorou-se, iludiu-se, e tomou uma bolada na cara, mais uma vez. Gostaria que Dinamite tivesse pólvora suficiente para explodir toda esta ignorância óbvia.

Depois, quando venderem o Brasil como o país de puta, carnaval e futebol, não venham querer mostrar as outras faces deste país, porque em suma, é só isso mesmo que tem aqui.

Victor G. 


Escrito por V & V às 10h58
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27/06/2008

Desquite

Dividimos a mesma casa por anos...

Completamos a vida, os sonhos, os planos,

Hoje nos olhamos como antes,

E já nos vemos como simples enganos.

 

Tudo aquilo que foi vivido,

Terá que ser dividido,

Em uma lógica sem sentido:

São os bens adquiridos.

 

Terminou o relacionamento,

fique com a geladeira e o sofá,

Porque eu prefiro levar,

A TV, o ferro, a mesa de jantar,

e o resto de meu sentimento.

 

Nem chegamos a ser tão íntimos assim,

Não fiz a barba na sua frente,

Você nunca reclamou de mim,

Tudo podia ter sido mais lírico,

Tudo devia ser diferente.

 

E a cama, testemunha tão feroz,

Nos trás a dúvida mais atroz.

Deixe-me ficar com ela,

Foi presente de meus avós...

Ainda me causa uma lembrança algoz,

do que foi nosso tempo, nossa vida,

Nosso amor que acabou...e a doçura da tua voz.

 

Victor G. (ainda sentindo reflexos do último 12 de Junho)

 


Escrito por V & V às 09h24
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24/06/2008

Nebuloso

 

Sabe aqueles dias nublados,

Que você está meio descontente,

Precisando de um pouco de gente

E querendo ficar só calado?

 

De repente você olha pros lados,

E vê que é tudo diferente,

Dos seus sonhos tão presentes,

Fica um pouco abalado.

 

Não que tenha nada para reclamar:

Sou feliz, tenho saúde, um trabalho,

Mas você só quer parar pra chorar,

Mandar tudo à casa do caralho!

 

Entregar sua felicidade em outras mãos,

É não acreditar em sua capacidade.

De se fazer pierrô sozinho no salão,

E conhecer só, o que é felicidade.

 

Estes versos não vão acalmar meu peito

Não me trazem um grande conforto,

E nem mesmo eu sei direito,

Se o poema está vivo ou morto.

Victor G. (curtindo uma fossa)


Escrito por V & V às 23h43
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22/06/2008

O que será de nós?

Assunto batido esse, sim, eu sei. O que será de nós? Pô, cá venho eu falando mais uma vez o que já foi dito e discutido e blá blá blá. Cada um pensa o que quiser sobre o que vai acontecer depois de morrer, isso é um assunto que não deveria ser discutido, aliás, eu nem deveria estar escrevendo sobre isso aqui. Certo, então por que raios escrevo? Oras, porque eu quero, senão não escreveria. Escrevo porque acredito que valha a pena ser mostrado o que quero escrever. Mas que diabos, eu poderia ao menos trocar de assunto não?! Pô essa merda de vida (ou morte) após a morte (ou vida), já deu nos bagos, eu sei, mas eu tenho uma teoria! Não, na verdade é uma hipótese! Apresento-a em versos, acho que é mais fácil entendê-la.

 

Hipótese I

 

Pro lado de lá

as chuvas duram bem mais

O cinza não é tão triste assim

as pessoas não andam em círculos

a vida não é um ciclo

 

Nem tudo que nasce morre

nem tudo que morreu renasce

Quisera eu ter a certeza

dos infinitos ciclos

Mitos

a vida é uma linha

ou duas paralelas

que se cruzam no infinito

 

Restrito mesmo

só o pensamento

isento de qualquer razão

que na ânsia da resposta

de toda essa questão

afirma de modo propício

que tudo volta ao início

que a vida é um ciclo e não

uma eterna caminhada

 

 

Um grande abraço a todos!

Gnomo


Escrito por V & V às 12h11
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19/06/2008

Sustentabilidade

Olá caros tequeiros... andei um pouco distante, estava com afastamento por invalidez temporária, cá estou, unindo-me a meu grande companheiro de palavras. O tema de hoje é Sustentabilidade. Esse tema deveria ser proibido na escola... e na televisão, principalmente na malhação...

- Bom, agora a gente vai falar sobre a sustentabilidade. Rafael! Diga sua opinião, o que você acha da sustentabilidade?

- Eu acho ela muito boa porque com ela a gente agride menos o planeta professora.

- Certo, e você Felipe, que você acha?

- Eu acho muito legal. Sabe professora, na minha rua a gente plantou um montão de árvores na calçada.

- Ótimo, e você Paula, o que me diz?

- Ah professora, minha vida é sustentabilidade, eu abraço uma árvore todos os dias, assim posso sentir a energia positiva que ela tem para me passar.

- Muito bom! Todos nós sabemos o que é sustentabilidadade, sustentabilidade, sutentabilidade, sustentabilidade, sustentabilidade...

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!

E assim Thiago percebeu que pegou no sono, tivera um pesadelo, se arrumou na cama e voltou a ler seu livro de Voltaire...

 

Um grande abraço a todos!!

Gnomo


Escrito por V & V às 17h53
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17/06/2008

A Maio de 68

Posso falar mal do governo,

Dizer que tudo é uma merda,

Ainda que ele não seja,

Sentado no bar com os amigos,

Tomando aquela cerveja.

 

Posso bradar minhas escolhas,

Sem medo de errar no caminho,

Sem medo que meu orgulho encolha,

Sem medo de meu vizinho.

 

Posso defender minha opinião,

Reclamar e argumentar à exaustão,

Ser um questionador da posição,

E voltar para o lar sozinho.

 

Mas...de que valeu 68?

Para que mataram Herzog?

Hoje vejo este povo afoito,

Caíram na manipulação de massa...

Não há mais como se desafogue,

De tudo que Seu Marx falava.

 

Ainda dou minha cara a tapa,

Defendo com força essa tal liberdade,

Nesta luta interna onde nada me escapa,

Conhecendo dia-a-dia,

O preço da vulnerabilidade.

Victor G.


Escrito por V & V às 09h45
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16/06/2008

Testemunho do Reco-Reco

Um samba triste me aproximou da mulata,

Me olhava de lado como quem não quer nada,

Eu sei que logo então vai ser assim,

Com a batida do bumbo, o som do tamborim.

 

Ela faz como se não entendesse,

O meu olhar, minha cara de interesse.

Essa mulata vai acabar com a minha vida,

Na cadência da viola, um ronco da cuíca.

 

E numa tarde qualquer de bobeira,

Seja em Oswaldo Cruz, na Mangueira,

Eu te pego e te mostro minha paixão,

No embalo do pandeiro com o violão.

 

Se essa mulata um dia disser que sim,

Se parar com essa tal de brincadeira,

Eu me caso de uma vez com você,

E para a festa com samba, chamo a banda inteira.

Victor G.


Escrito por V & V às 16h05
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09/06/2008

Igreja com I maiúsculo?

Por incontáveis vezes na história da humanidade, a Igreja veio com seus dizeres, suas crendices e seu poder, incitou seu moralismo provinciano no imaginário popular, e conduziu temáticas de acordo com suas vontades. Este relato, que parecia ficar no passado, em pleno século 21 ainda tem uma força maior do que se imagina.

Ninguém mais casa virgem, aborta-se em clínicas clandestinas, não freqüenta-se mais a missa, não reza-se mais o terço, mas ainda engole-se - e mais, defende-se-a opinião retrógrada da Igreja. Hoje, na era da informação, ainda é possível ouvir uma opinião contrária ao uso dos preservativos. Ainda causa polêmica o uso de células tronco para fins terapêuticos. Ainda temos que conviver com estes fantasmas medievais que assombram o poderio psíquico do cristianismo antigo.

É evidente que uma aceitação do uso de preservativos por parte da Igreja, por exemplo, seria contradizer, ou até mesmo anular os valores pregados pelos padres pedófilos. A moral e os bons costumes seriam agredidos, e a já decadente fé Católica Apostólica Romana, poderia entrar em colapso. Então, que se povoe e mistifique estas crenças, para que a Igreja não dê o braço a torcer, e continue a se recusar a aceitar a passagem do tempo, a modificação cultural, e a liberdade de escolhas do ser humano. Danem-se as famílias com 15 crianças. Que se lasquem os aidéticos. Fodam-se os cadeirantes, os mutilados, os paralíticos. O que interessa é preservar a imagem, e arrecadar o dízimo sagrado: Tudo em nome de Deus.

O pensamento católico preservacionista ao extremo já não cabe mais no mundo atual. Segue para o catolicismo romano a maior cruzada de todas: Ou eles aprendem de uma vez por todas que a Idade Média já acabou faz algum tempo, ou acabarão perdendo seu valor como instituição. Apenas rezo para que não demore tanto.

"Considerar que um óvulo fecundado por um espermatozóide num tubo de ensaio, depois de três ou quatro divisões, é uma vida com o mesmo direito da criança que está na cadeira de rodas, sentindo-se cada vez mais incapacitada, é revoltante. Nesse caso, não seria exagero encarar a masturbação masculina como um genocídio em potencial."

Dr. Dráuzio Varella

Victor


Escrito por V & V às 17h03
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07/06/2008

Implicâncias Pessoais...

Existe uma tendência universal que contempla os exercícios físicos que é extremamente excludente. Eu, particularmente, me sinto uma pessoa absolutamente além destas louváveis práticas, principalmente por esta razão, que venho levantar e questionar.

Porque raios toda e qualquer atividade fitness é feita de manhã? E não estou falando manhã tipo as 10. Estou falando de manhã-madrugada! As pessoas se esmeram em levantar às 6:20 da madruga para sair correndo! Isso não faz sentido nenhum!!! Descontando o fato que, para mim, correr é atrás de algo ou de alguma coisa...jamais sem nenhum motivo. Mas este não é o ponto do momento.
A manhã foi feita para dormir! Não me cabe pessoas que levantam tão cedo e, numa diferença de 10 minutos, trocam cobertores por tênis confortáveis.

Já tentou participar de um Nike 10K, São Silvestre, Maratona? Eu não. Mas mesmo que tentasse, seria impossível. É de manhã. Já tentou combinar com um amigo de ir jogar um tênis despretensioso? Impossível: De manhã. Já tentou ir na academia perto de sua casa pra começar? Qual é o horário que bomba? De manhã.

Portanto venho com um protesto temporal em relação a isto. Durmemos (seria este um neologismo?) pela manhã, e façamos os exercícios à noite! Sim! Quando o clima já está suficientemente ameno para que não suemos feito porcos. Ainda há inúmeras outras vantagens que não elencarei aqui justamente para não ofender os praticantes matutinos. Mas cá entre nós: imagine praticar um exercício, depois tomar um bom banho e dormir com aquele cansaço gostoso que dá depois?!

Fica levantada a bandeira dos exercícios noturnos. Mas só durante o dia...se alguém quiser segurar a bandeira de pé de manhã, não serei eu!

Victor


Escrito por V & V às 13h47
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