A seco Qual não é a dor ao me olhar no espelho. Não me vejo. Algo que ficou entre o que era e o que foi, mas que, esquisitamente, não existe é o que sobrou. Vômito de coração, rotulado solidão, impotência do ser de ser ou, até mesmo, não ser. Perco-me no ar. Este ar não é meu, nem seu, tudo o que ficou no ar é dele até que suma de quem ficou com a dor, com o espelho, com o desespero. E que a lembrança se desfaça num breve sorriso amarelo da pena de não ter sido. As ursas me enganaram. Gnomo
Escrito por V & V às 01h49
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