Tecoterecoteco e outros Devaneios

29/03/2009

A seco

 

 

Qual não é a dor ao me olhar no espelho.

Não me vejo.

Algo que ficou entre o que era e o que foi,

mas que, esquisitamente, não existe

é o que sobrou.

 

Vômito de coração,

rotulado solidão,

impotência do ser de ser ou,

até mesmo, não ser.

 

Perco-me no ar.

Este ar não é meu, nem seu,

tudo o que ficou no ar é dele

até que suma de quem ficou

com a dor, com o espelho,

com o desespero.

 

E que a lembrança se desfaça

num breve sorriso amarelo

da pena de não ter sido.

As ursas me enganaram.

 

 

 

 

 

Gnomo


Escrito por V & V às 01h49
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