Veneno Divino Eu te diria se soubesse, que o passado realmente a gente esquece, aliviando as dores da solidão, e o vazio, mas pra mim as coisas mudaram, de diferentes caminhos pra diferentes atalhos, pois o que minha mente projeta, me aprisiona, me liberta, como um torpor que enlouquece. Por vezes desvairado me condeno, perguntando, respondendo, mesmo sem ter o que dizer, sobre o nosso amor que foi lindo, hoje é nectar divino, e a um só tempo veneno, que necessito beber. E quanto mais me lastimo, mais de teu ser me aproximo, esperando sei la o quê. E a cada reencontro, transforma-se o meu mundo, meu ser, meu eu que ainda não te esqueceu e recomeça a sofrer. Esquecer: eis um mal que me faz bem, ou um bem que me faz mal. Mas em meio a tanta incerteza, eu não descarto a beleza de recordar pra viver, ou viver pra recordar, pois quem amou feito eu, e do amor as melhores emoções viveu, jamais deixará de amar. Este poema é da minha avó, Therezinha Gouvêa, e está em seu livro, "Adentrando meu Ser". Nem é o mais conhecido, mas eu acho muito bonito, como muitos outros que nasceram da inspiração e do amor desta grande artista que nos deixou hoje. Leva, com certeza, muito da minha história, e devo a ela muito da minha inspiração. Obrigado... Victor G.
Escrito por V & V às 19h11
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