Tecoterecoteco e outros Devaneios

01/08/2009

Ácido

Às vezes o ácido sai nas palavras, nos gestos, na intenção. E disso tudo, só se enxerga a tentativa e, lá no fundo, a eterna dúvida.

 

Solitude,

atitude da alma em estar só,

varre pra longe essa gente estonteada

que vagueia esse mundo como as moscas

sobrevoam a merda recém expelida

e dê a elas outra merda a se fartar,

esta lotou.

 

Moral,

abra a tampa dos esgotos,

deixe livre as galerias,

que os desgostos daqui podem sufocar

até o mais bravo dos espíritos,

até o mais prudente dos homens;

é inútil resistir.

 

Que a indulgência não venha

pelos pecados que fiz, e sim,

por aqueles que morreram em pensamento

e que, moralmente, são muito piores

por nunca terem sido feitos,

mas arquitetados em perfeita sincronia

apenas para que a doença da mente

se satisfizesse.

 

Um grande abraço a todos

Callil


Escrito por V & V às 15h08
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